Ontem, recebi um convite para assistir à estreia da peça Os Vermes, da tão aclamanda Cia dos Atores, no Sesc Copacabana. E lá fui com um amigo.
Me informaram que o horário correto da peça seria 21hs, porém certamente haveria atraso, pois o mesmo grupo apresentaria outra peça menor, antes. Dito e feito, só começou as 21:30hs mesmo. Mas estréia é estréia, e a gente entende.
A peça faz parte do projeto Auto Peças, realizado em comemoração dos 20 anos da companhia. É constituido de algumas peças diferentes, que estarão em cartaz no teatro, neste e no próximo mês. Eu devo assistir mais algumas, quem quiser me acompanhar, é só dizer!
Chegamos então as 21:10hs, e nos deparamos com uma super fila! Após conseguir os bilhetes (o que não foi tão difícil quanto pareceu a princípio), começamos a procurar o início da fila. Cadê? Vai e volta, é aqui não é, é ali! Não é não... vamos lá! Paramos no lugar certo, saímos, depois voltamos. Enfim, rimos bastante...
Entramos, e lá na arena podemos compravar que o teatro estava realmente lotado.
Começa a peça, que é - quase que eu poderia dizer literalmente - uma merda. Não, eu não estou esculachando o espetáculo, embora possa realmente parecer. A peça é divertida, inteligente e engraçada. Trata-se de uma viagem (literalmente) interior, por um serzinho que tanto desprezamos, chamado 'verme'. E o corpo pelo qual ele viaja é nada mais nada menos, o de um político corrupto e candidato a candidato a presidente da republica.
Atores novos, muito bons. Ousadia, bastante criatividade, crítica, e acertividade.
Gostei, recomendo.
Então, ganhamos o convite para ir na festa de estréia. Oba! Será que é boca livre? Nada nos garantia, mas mesmo não sendo, achamos que valeria. Pegamos um taxi, e fomos para o hotel Ouro Verde, na altura do Lido. Ao chegar na porta, ouvimos uma música alta, que provinha de algum lugar onde as pessoas cantavam alto junto, e certamente, estariam "requebrando até o chão". Olhamos um pro outro e pensamos: "não pode ser aqui". Por este motivo, não nos dirigimos a entrada do evento, mas sim a entrada do hotel, onde fomos informados que era ali do lado mesmo. Estranho, muito estranho... Mas ok, vamos lá. Entramos na parte de fora do recinto. E paramos na entrada para a pista, estarrecidos com as figuras e a "bombação". Rimos bastante, e novamente pensamos: "não pode ser aqui!". O segurança com certeza viu nossa cara, e veio nos avisar, já meio rindo, que o evento do tetro "era lá em cima". Ufa! rsrs
Subimos uns degraus, abrimos uma porta, e chegamos em uma escada. Olhando para cima, o que parecia nos aguardar era um ambiente tipo lounge. Calmo, musica tranquila... Que alívio! Quando realmente chegamos, entendemos que se tratava do restaurante do hotel. Mesas com hóspedes jantando, gringos, e aparentemente nenhuma pessoa do teatro. Então pensamos: "não pode ser aqui!!!". Ficamos horas parados em pé (pois não havia mesa livre), sem saber o que fazer. E nenhum garçon se deu ao trabalho de nos atender, perguntar se poderiam ajudar. Perguntamos então: onde é o evento do teatro?
R: É aqui mesmo!
Meio sem acreditar, demos uma volta pelo ambiente, chegamos em outro cômodo que parecia ser mais agradável, porém... Lá não tinha nada! Era somente um hall, com elevadores, quadros, algumas bandejas de pato (sabe aquelas do desenho do Pica Pau?) sobre alguns móveis antigos.
Enfim, não deu pra ficar lá. Chegamos a dar uma olhada no cardápio de drinks, todos caríssimos...
Conclusão? Fomos pro Galeria, dar um beijo no Chiquinho e prestigiar sua festa sucesso, Total Flex!
Ainda sofremos alguns acontecimentos inusitados... Mas estes, ficam só pra nós!
E a noite foi excelente e divertida!
2 comentários:
meu evento surreal desta semana foi meu trabalho na empresa. saí todos os dias, sem exceção, depois das 2h da manhã. tudo por causa de um projeto que vai entrar no ar na terça-feira. ufa. quero descansar no final de semana!
Tem uma amiga minha fazendo Os vermes: a Mariana Bassoul, que é maravilhosa!
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